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Livro Impresso

na espera áspera



Pastores bilionários. Compaixão performática. Partidos domesticados., poesia


Sinopse

na espera áspera: uma resposta à altura
Em um universo poético mordaz, o eu lírico oferece uma resposta rascante à altura dos problemas denunciados. Assim, a obra confronta a existência de pastores bilionários, por exemplo, e a compaixão performática de gente endinheirada com precisão.

Pilares do caos
Além disso, o livro critica o engessamento dos partidos trabalhistas, que se tornaram domesticados. Infelizmente, essa busca por um certo “equilíbrio” político gera ecos negativos que, como sempre, recaem sobre o povo. Até aqui, três pilares fundamentais para suscitar o peso dos versos:

Pastores bilionários.

Compaixão performática.

Partidos domesticados.

Escárnio, deboche e existencialismo
Diante das situações e dos sujeitos denunciados, não poderia ser diferente: somente o escárnio e o registro oral desbocado dariam conta do recado, e é exatamente o que acontece em na espera áspera, sem perder de vista toda carga existencialista decorrente de um olhar tão aberto; quando mais se vê, mais se lamenta.

Poema | “de duas, uma”
quero evitar a fadiga
as discussões e os enfados dados
mitigar os ruídos e desgastes
esquivar-me dos conflitos e pelejas
quero evitar qualquer debate democrático

acho que queria ser um rei despota
com popularidade unânime

ou adquirir um vício em opióides.
as duas coisas me fariam feliz.

Metadado adicionado por Kotter Editorial em 08/06/2026

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Metadados adicionados: 08/06/2026
Última alteração: 08/06/2026

Autores e Biografia

Galvêz, Neira (Autor) - Nascido em 1994, Neira Galvêz é um poeta e compositor de São Bernardo do Campo que publica suas experiências poéticas em sua página do Instagram desde 2017. Além do projeto de poemas, é também compositor e músico, com mais de 3 álbuns lançados com sua banda, LAVOLTA, além de ter obras gravadas com proeminentes nomes da música underground brasileira como 1LUM3 e Vivian Kuczynski. Testemunha da decadência de uma região que já foi símbolo da industrialização do país, filho e neto de exilados políticos da ditadura de Pinochet, Neira transita entre o mundo corporativo e a criação artística, tensionando os limites entre a linguagem burocrática e a poesia. Sua escrita, de teor crítico e rebelde, ecoa as vozes de suas influências poéticas como Ferreira Gullar, Augusto de Campos, Alberto Pucheu e Claudia Roquette-Pinto, mesclando rigor formal com uma inquietação política e existencial. Seus versos, muitas vezes cortantes, interrogam o presente sem perder de vista a memória— seja ela íntima ou coletiva.

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