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Livro Impresso

Xaxim (da mesma autora de Um crime bárbaro)



autoficção, infância, adolescência, interior de Santa Catarina, freiras, memória, formação feminina, religião, comunidades rurais, anos 1990, feminilidade, vida interiorana, educação, emancipação, literatura brasileira, escrita


Sinopse

Xaxim é o nome que se dá ao tronco fibroso usado como vaso para certas samambaias. É também uma cidade no mapa, no interior do Brasil. É nesse duplo território, matéria e lugar, que Ieda Magri constrói uma narrativa em que o passado se infiltra no presente e a memória se organiza menos como linha do que como sobreposição.

Na casa das freiras, onde passa a infância e a adolescência, a narradora aprende a olhar o mundo ao mesmo tempo em que toma distância dele. Entre a disciplina dos dias e as pequenas epifanias que marcam a formação de uma jovem leitora, emerge uma geografia íntima, um museu imaginário feito de imagens, dúvidas e tentativas de entender o próprio lugar no mundo.

Ao revisitar essa história, já adulta, ela não busca respostas, mas as formas que a memória encontra para permanecer. Como uma infiltração que se espalha lentamente, o passado desenha mapas imprecisos, nos quais vida, linguagem e experiência se confundem.

Em Xaxim, Ieda Magri confirma a força de uma escrita que transforma o íntimo em paisagem e faz da lembrança não um abrigo, mas um campo de investigação: como pode um mapa de caminhos palmilhados no passado se impor à geografia do presente?

Metadado adicionado por Grupo Autêntica em 11/05/2026

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Metadados adicionados: 11/05/2026
Última alteração: 12/05/2026

Autores e Biografia

Magri, Ieda (Autor) - Ieda Magri é catarinense de Águas Frias e vive no Rio de Janeiro. É autora dos romances Um crime bárbaro (Autêntica Contemporânea, Prêmio Catarinense de Literatura de 2023 na categoria Melhor Romance), Uma exposição (Relicário, segundo lugar no Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional), Ninguém (7Letras), Olhos de bicho (Rocco, contemplado com a bolsa Funarte de Criação Literária de 2010 e finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2014) e Tinha uma coisa aqui (7Letras), além dos ensaios O nervo exposto: João Antônio, experiência e literatura (Lume) e Três histórias com Piglia (Compouco Edições). É doutora em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), professora de Teoria da Literatura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pesquisadora do CNPq.

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