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Quero me tornar fascista: Minha terapia de conversão
Uma provocação sobre a indiferença, as concessões perigosas e o enfraquecimento da resistência diante do autoritarismo



Donald Trump, Javier Milei, Giorgia Meloni, Viktor Orbán, ensaio filosófico, sátira política, humor político, crítica social, fascismo, extrema direita, autoritarismo, radicalização, democracia em crise, democracia liberal, populismo, ressentimento, política contemporânea


Sinopse

"Vou me tornar fascista. Pronto, falei."

Diante do avanço mundial da extrema direita, o sociólogo Mark Fortier decide fazer o impensável: converter-se. Não por convicção, mas por prudência. Afinal, se o vento da história sopra em direção ao autoritarismo, talvez seja melhor aprender a curvar-se antes que seja tarde demais.

A partir dessa premissa corrosiva, Quero me tornar fascista transforma a crise das democracias contemporâneas numa reflexão em primeira pessoa sobre a tentação de ceder. Entre Trump, Milei, Meloni, Le Pen e o rastro deixado pelo orbânismo na Europa e pelo bolsonarismo no Brasil, Fortier examina o esgotamento das democracias liberais, a política transformada em espetáculo, o ressentimento contra as elites culturais e o colapso das formas tradicionais de convivência coletiva.

A falsa "terapia de conversão" leva a uma pergunta incômoda: o fascismo retorna porque convence ou porque muitos preferem adaptar-se a ele? Com erudição, ironia e lucidez desconcertante, Fortier mostra como o autoritarismo contemporâneo se alimenta menos de grandes doutrinas do que de pequenas concessões: o silêncio conveniente, a neutralidade covarde, o cansaço democrático, a vontade de ordem, a raiva convertida em método.

"Neste brilhante livro, Mark Fortier se coloca em cena com humor como um intelectual liberal pronto para se converter ao fascismo para salvar a própria pele... Uma advertência contra o medo e a apatia."
La Presse

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"Uma espirituosa 'terapia de conversão' que vacina contra o perigo marrom. O sociólogo Mark Fortier publica um pequeno manual contando sua tentativa de conversão ao fascismo. Uma fábula sarcástica que ridiculariza a extrema-direita e seus cúmplices apáticos."
Libération (França)

"Em seu livro, Mark Fortier escolhe a sátira para abordar a questão do desmoronamento de nossas democracias e a ascensão da extrema-direita... Ele nos lembra que a extrema-direita raramente ganha por si mesma [mas sim pela passividade do resto]."
La Première RTBF (Bélgica)

"Com um sangue-frio notável, Mark Fortier convida os leitores a encararem um mundo onde as forças do capital e da extrema-direita se unem. Neste brilhante livro, ele se coloca em cena com humor como um intelectual liberal pronto para se converter ao fascismo para salvar a própria pele... Uma advertência contra o medo e a apatia."
La Presse (Canadá, Québec)

"Uma forma de resistência pelo humor, pela alegria e pela vivacidade. O formato escolhido – o de um pequeno manual de conversão na forma de uma longa confissão – alivia o tema, deixando espaço para a reflexão serena."
Le Devoir (Canadá, Québec)

"Com um tom irônico e impassível, Quero me tornar fascista consegue a façanha de propor uma terapia de conversão para melhor nos imunizar contra qualquer habituação a uma substância ideológica altamente tóxica."
Les Libraires (Rede de livrarias independentes)

Metadado adicionado por Grupo Autêntica em 10/06/2026

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Metadados adicionados: 10/06/2026
Última alteração: 10/06/2026

Autores e Biografia

Fortier, Mark (Autor) - Mark Fortier é sociólogo, ensaísta e diretor editorial da Lux Éditeur, prestigiada editora independente baseada no Quebec, Canadá. Doutor em Sociologia pela Université du Québec à Montréal (UQAM), sua produção intelectual transita entre a pesquisa acadêmica e a intervenção no debate público contemporâneo, marcada pelo uso da ironia e do diagnóstico crítico da sociedade. Autor de ensaios de forte repercussão como Mélancolies boréales (2019), consolida em Quero me tornar fascista sua verve satírica e seu compromisso com o pensamento crítico atual. ; Soares, Eduardo L. (Tradutor)

Áreas do selo: AutoajudaHumanidadesLiteratura estrangeiraLiteratura nacionalSaúde, esporte e lazer

O Grupo Autêntica lançou, em 2013, a Editora Vestígio. Criada para abarcar romances policiais, o objetivo é oferecer literatura policial de qualidade, com obras consagradas de autores estrangeiros e livros inspirados em clássicos do cinema. Em seu catálogo, estão presentes autores europeus referências nos gêneros de thrillers, scandi crime e suspenses históricos, como Kristina Ohlsson, Pierre Lemaitre, Massimo Carlotto, Guillaume Prévost, Leena Lehtolainen, entre outros. A Vestígio também aposta em publicações para o público juvenil, trazendo histórias de personagens icônicos da literatura policial, como Jack, o Estripador, e Sherlock Holmes, o detetive mais popular do mundo. Livros-reportagem e livros investigativos inspirados ou que inspiraram obras cinematográficas também marcam presença no catálogo da editora. Entre essas publicações, está o ganhador do Oscar de melhor filme e melhor roteiro original em 2016, Spotlight: segredos revelados, uma série de reportagens do jornal The Boston Globe que desvelou os casos de abuso sexual de crianças por padres católicos.

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