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Praia esgarçada alegria



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Sinopse

Praia esgarçada alegria, do jovem poeta alagoano André Santa Rosa, é um longo poema sobre pessoas desaparecidas e lugares que não existem mais. Ou talvez seja melhor dizer: sobre a memória que não se completa, como o voo de uma praia que tem forma de garça ou a história de corpos lançados de aviões no meio do mar. Nessa atmosfera, os fantasmas vagam: Mário de Andrade numa praia em Maceió, uma vítima da ditadura militar no prédio do antigo DOI-Codi, a estátua de Graciliano Ramos entre turistas, “os primeiros Caetés/ […] espalhados entre/ a ilha de Itamaracá/ e o rio São Francisco”.


O poeta escreve como se retirasse, de uma caixa há muito guardada, fotografias de diferentes momentos, lugares e personagens, e, de repente, elas começassem a contar uma outra história, atravessada por violência, sumiços, perdas e esperas sem fim. No jogo de sucessão e sobreposição de imagens, ecoa uma pergunta que parece (co)mover seus versos: “Em que momento a alegria silenciosamente se apaga?”.


Nesse sentido, o poema é também uma forma de indagação diante do vazio, do silêncio, do buraco deixado pela ausência de quem amamos (impossível não se lembrar, ao passar por estas páginas, do filme Ainda estou aqui e sua história de “desaparecimento forçado”), e se insurge, a seu modo, contra as distâncias intoleráveis. De um lado, pela certeza de que “o tempo é a maior distância/ entre dois lugares”. De outro, pelo desejo de saber o que separa o primeiro sorriso do sobrinho e o último sorriso da avó.

Metadado adicionado por Editora Fósforo em 20/04/2026

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Metadados adicionados: 20/04/2026
Última alteração: 04/05/2026

Autores e Biografia

Rosa, André Santa (Autor) - André Santa Rosa nasceu em 1999, em Maceió. É autor do livro retratos de ruínas & outros fantasmas comuns (Urutau, 2022), além de ter poemas publicados em diversas revistas literárias, como a Cult. Atuou como crítico no jornal literário Suplemento Pernambuco e, atualmente, trabalha no Theatro Municipal de São Paulo.

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