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Livro Impresso

Karamuru Vorax



poesia contemporânea, poesia brasileira, brasil


Sinopse

Em um primeiro momento, me pareceu tentador associar esse insólito Vorax à figura de Atlas. Todavia, essa associação me surgiu como um pouco simplista, o que não significa dizer que seja ao calha. Parece que há algo além, não como algo mais, mas como um traço diferencial que corta o livro, que se dá, justamente, quando o posicionamos nessa linhagem bastarda que contempla, ao seu lado, o Guesa, de Sousândrade, e Macunaíma, de Mário de Andrade. Esse dinossauro-humano não se ajoelha com o peso da história, do mundo, sobre seus ombros, mas se ergue, ciente de que tudo passa sobre a terra. Compreende, em seus périplos e percalços, ser a metamorfose o motor que desenha o mapa dessa terra brasílica, desse estranho brasilisco, como sugere uma expressão de Haroldo de Campos.

A metamorfose contempla essa dupla polaridade entre a manutenção e a transformação, em que algo permanece apesar de tudo mudar. Essa compreensão de "Karamuru Vorax", que passa ao largo de uma decifração, se dá justamente porque traz esse peso — da história, da terra — colado a seu corpo, que se modifica a cada novo giro, a cada novo movimento.

— Guilherme Conde Moura Pereira

Metadado adicionado por Telaranha em 24/07/2026

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Metadados adicionados: 24/07/2026
Última alteração: 24/07/2026

Autores e Biografia

Villa, Dirceu (Autor)

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