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Livro Impresso

Fahrenheit 451



Frangalhos; Píton; Calcinadas


Sinopse

Era um prazer queimar. Era um prazer especial ver coisas engolidas, ver coisas empretecidas e alteradas. Com o bico de latão do esguicho entre os punhos, com o grande píton cuspindo seu querosene peçonhento para cima do mundo, o sangue lhe martelava a cabeça e suas mãos eram as mãos de um maestro admirável executando todas as sinfonias de tocar fogo e queimar, para depois obter os frangalhos e as ruínas calcinadas da história.

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Última alteração: 26/02/2026

Autores e Biografia

Bradbury, Ray (Autor) - Waukegan, Illinois, 1920 – Los Angeles, Califórnia, 2012 Considerado um dos mais célebres escritores do século XX, Ray Bradbury foi romancista, contista, poeta, dramaturgo e roteirista de cinema e de rádio. Tinha doze anos quando passou por sua cidadezinha um pequeno circo ambulante no qual trabalhava um mágico chamado Mr. Electrico. “Ele estava sentado em uma cadeira elétrica”, contava Bradbury, “e seu ajudante abaixou uma alavanca. A energia elétrica atravessou o corpo do mágico, que, com o cabelo todo arrepiado, brandiu uma espada de Excalibur que lançava faíscas.” Bradbury, sentado na primeira fila, viu como, dentre todos os meninos, o mágico o escolheu e, apontando a espada para um de seus ombros, depois para o outro e, por fim, para seu nariz, gritou: “Viva para sempre!” Bradbury achou que não poderia haver ideia melhor. Naquele Natal, seus pais o presentearam com uma máquina de escrever de brinquedo, na qual ele imediatamente redigiu a continuação de um dos romances marcianos de Edgar Rice Burroughs. Ao longo dos oitenta anos seguintes, viveu como se fosse viver para sempre e escreveu sem cessar em muitas outras máquinas. O resultado: clássicos como Crônicas marcianas, O homem ilustrado, Fahrenheit 451, O país de outubro e cerca de outros trinta livros. Defensor da preponderância da emoção sobre o intelecto, o escritor revelava sem reservas seu segredo criativo: “Corra até a beira do precipício e pule. Enquanto cai, invente suas asas.” ; Steadman, Ralph (Ilustrador) - RALPH STEADMAN Wallasey, Inglaterra, 1936 Desenhista e caricaturista, estudou artes e desenho no East Ham Technical College e no London College of Printing. Suas ilustrações satíricas conquistaram reconhecimento internacional. Sobre sua maneira pessoal de trabalhar, declarou: “Quando jovem eu pretendia mudar o mundo, mas o mundo piorou, meu estilo foi se impregnando de fúria e começaram a surgir manchas; como elas pareciam muito naturais, eu esborrachava o pincel ou a pena no papel e conseguia maravilhosos desenhos borrados.” Trabalhou para Punch, Private Eye, The Daily Telegraph, The Independent, The New York Times e Rolling Stone. Junto com o escritor norte-americano Hunter S. Thompson, contribuiu para o nascimento do jornalismo gonzo, cuja expressão máxima é Medo e delírio em Las Vegas, que ele ilustrou e Terry Gilliam adaptou para o cinema. Como autor, contou a vida do fundador da psicanálise em Sigmund Freud e a de Leonardo da Vinci em Eu, Leonardo, e ilustrou o Dicionário do Diabo, de Ambrose Bierce, A ilha do tesouro, de Robert Louis Stevenson, e A fazenda dos animais, de George Orwell. Suas ilustrações também acompanham O tesouro de Mildenhall, de Roal Dahl, e Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. Vive em Kent, por cuja universidade é doutor honoris causa. ; Jahn, Heloisa (Tradutor)

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