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O avesso das coisas



Literatura brasileira, poesias, Carlos Drummond de Andrade, segunda fase modernismo, século XX, lirismo moderno, linguagem coloquial, Minas Gerais, clássico, crítica social, memória, introspecção, tempo, cenário urbano, obra literária consagrada, Edmílson Caminha, Poema de sete faces, No meio do caminho, Tinha uma pedra no meio do caminho, Quadrilha, Sentimento do mundo, Claro enigma, Fazendeiro do ar, Brejo das almas, Boitempo, O poder ultrajovem, José, E agora, Lição de coisas, Novo poemas, A rosa do povo, Viola de bolso, A vida passada a limpo, Antologia poética, As impurezas do branco, Amar se aprende amando, Versiprosa, A falta que ama, Discurso de primavera, Corpo, A paixão medida, Farewell, O amor natural, Quando é dia de futebol, Criança dagora é fogo, A cor de cada um, O gato solteiro e outros bichos, Pedro Bial, Dedé Laurentino, ilustrado, aforismos


Sinopse

O avesso das coisas, de Carlos Drummond de Andrade, está de volta. Uma reunião bem-humorada dos aforismos do maior poeta do Brasil. Agora com novo projeto gráfico, ilustrações de Dedé Laurentino e posfácio de Pedro Bial.


 



Um aforismo é uma sentença, uma tirada, uma observação – filosófica ou humorística – que nos apresenta, subitamente, uma visão inusitada, uma ideia pelo avesso, capaz de questionar “verdades” cristalizadas ao longo de séculos. Neste O avesso das coisas, organizado pelo autor ainda em vida e publicado postumamente, em 1988, Drummond repensa o mundo. Agora, nesta nova edição, com ilustrações de Dedé Laurentino e posfácio de Pedro Bial.



O fato de a obra ter vindo à tona na fase crepuscular do escritor mineiro não é mera coincidência. Diversos autores escreveram aforismos em situações-limite ou nos seus derradeiros dias, como um último esforço no plano das ideias. O Poeta das Sete Faces, portanto, junta-se a um seleto grupo de escritores e pensadores – Hipócrates, Oscar Wilde, Nietzsche e Kafka – que deixaram suas marcas neste saboroso gênero milenar.



Em suas pílulas idiossincráticas, dispostas aqui em ordem alfabética, Drummond destila conhecimento enciclopédico ao redefinir temas universais: do amor à guerra, da velhice ao perdão. Por outro lado, é curioso conferir a visão peculiar de nosso maior poeta sobre temas aparentemente corriqueiros, como a vadiagem, a estátua, o sono e a zebra.



A tão propalada ironia drummondiana aparece com força naquilo que o autor jocosamente chamou de “mínimas”, definidas por ele como “algumas coisas que não chegam a alcançar a sabedoria”. Para além da conhecida modéstia do escritor, nesta coleção de “anotações vadias” Drummond surge engraçado, picaresco, nonsense e debochado, mas também reflexivo. O certo é que, ao final deste O avesso das coisas, o leitor pode tranquilamente se valer de um dos muitos aforismos lapidares do livro e, enfim, dizer: “É bom ler, e ótimo ter lido.”


 


“Não é comum encontrar tal poder de comunicação na linguagem poética, domínio da expressividade. Vários versos de Drummond foram incorporados ao dia a dia das falas brasileiras, desde a pergunta sem resposta que faz a José ao retrato que dói na parede.” – Pedro Bial, para o posfácio de O avesso das coisas.

Metadado adicionado por Grupo Editorial Record em 28/01/2026

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Metadados adicionados: 28/01/2026
Última alteração: 04/05/2026

Autores e Biografia

Andrade, Carlos Drummond de (Autor)

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