Precisa de ajuda?

+ 55 11 5420-1808
[email protected]

Livro Impresso

Do Conflito ao Encontro
Cultura Generativa, o Feminino e a Justiça Restaurativa



Cultura Generativa, futuro feminino, feminino como princípio, justiça restaurativa, mediação de conflitos, pensamento rizomático, transformação social, cuidado e vínculos, relacionalidade, saúde social, resolução de conflitos, aprendizagem coletiva, convivência, paradigmas contemporâneos, crise ecológica, crise social, ética do não saber, cultura do cuidado, transformação de conflitos, novas formas de viver


Sinopse

O chamado da Cultura Generativa: o futuro é Feminino
Vivemos um tempo de transição profunda. As crises ecológicas, sociais e existenciais revelam o esgotamento dos paradigmas que orientaram a modernidade, bem como de suas narrativas baseadas na separação e na hierarquia. Os antigos binarismos, razão e emoção, natureza e cultura, masculino e feminino, já não conseguem sustentar a complexidade da vida. Vivemos uma crise de imaginação que exige novas maneiras de nos relacionarmos e habitarmos o mundo.
É nesse horizonte que surge a proposta da Cultura Generativa, não apenas como conceito, mas como chamado. Generativa é a vida que se reinventa, que cria sem romper com suas raízes, que integra memória e futuro. Trata-se de um modo de pensar e viver orientado pela capacidade de gerar, cuidar e fortalecer vínculos. O Feminino como princípio dessa transformação, entendido como potência de gestação e sustentação da vida, presente em todas as pessoas e comunidades.
Após a travessia teórica, o livro se abre às experiências vividas, nas quais a Cultura Generativa acontece em atos. Estudos e práticas revelam como a Justiça Restaurativa e a Mediação podem transformar conflitos em caminhos de reconexão, mostrando que um futuro mais relacional e cuidadoso começa a nascer no presente.
Proposições desta obra:
• A Cultura Generativa se define pela capacidade de gerar, cuidar, integrar e fortalecer a vida em todas as suas dimensões.
• A Cultura Generativa se cumpre em práticas.
• O futuro é Feminino. O Feminino é a força que nutre, acolhe e transforma.
• O Feminino não é uma identidade fixa, e sim um princípio dinâmico de relacionalidade.
• Propõe o Pensamento Rizomático: o rizoma é uma estrutura sem centro ou origem única, que cresce de forma horizontal e conectada, valorizando a multiplicidade, a diferença e o constante processo de transformação.
• A Justiça Restaurativa e a Mediação entendidas como filosofias de vida pautadas em um conjunto de valores e um movimento social.
• O conflito, nesta perspectiva, não é um problema a ser eliminado, mas uma oportunidade de aprendizado e crescimento coletivo.
• A Justiça Restaurativa entende que o conflito não é o fim, mas um ponto de partida para a transformação.
• Pressupõe o Princípio do Não Saber, que exige uma postura ética que suspende certezas, questiona as posições de poder e devolve às pessoas o direito de produzirem sentido sobre suas vivências.
• A restauração não é retorno a um estado idealizado, mas criação contínua de novas formas de convivência.
• A saúde social é a capacidade que uma comunidade tem de metabolizar o conflito, de transformar dor em aprendizagem.

Metadado adicionado por Editora Manole em 30/04/2026

Encontrou alguma informação errada?

ISBN relacionados

--


Metadados adicionados: 30/04/2026
Última alteração: 09/06/2026
Última alteração de preço: 09/06/2026

Autores e Biografia

Boin, Carla (Autor) - Carla Boin é reconhecida como uma das maiores referências nacionais em Justiça Restaurativa e Mediação. A autora é Presidente da Comissão de Justiça Restaurativa da OAB/SP. Doutora pela Faculdade de Direito da USP e pós-doutora pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, é professora do Programa de Pós-Graduação em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, da Escola Nacional de Formação de Magistrados, da Escola Superior de Advocacia – OAB, da Escola Superior do Ministério Público e da Casa do Saber. Coordena o NUJUR DIVERSO USP – Núcleo de Justiça Restaurativa, Diversidades e Saberes Orais, na USP, onde desenvolve pesquisas e projetos sobre o feminino, a ética do cuidado, diversidade e sustentabilidade da vida, com destaque para trabalhos com lideranças femininas, indígenas, quilombolas, amazônicas e executivas. Atua há mais de 20 anos como advogada restaurativa e mediadora em conflitos familiares e empresariais, facilitando diálogos complexos e desenhando processos participativos na área de compliance, com foco na estruturação de canais de ética, prevenção de conflitos e fortalecimento da cultura organizacional. Possui larga experiência na criação e desenvolvimento de programas de Gestão Restaurativa e implementação de Núcleos de Mediação e Justiça em universidades, organizações sociais e instituições públicas e privadas.

Sumário

Prefácio
Introdução: O chamado da Cultura Generativa: um horizonte para tempos de crise

Primeira parte - Cultura Generativa: a urgência de um novo conceito
1. Fundamentos da Cultura Generativa: cultura matrística e cosmologias do feminino
2. Sítios arqueológicos: inscrições, pinturas rupestres e sepultamentos como marcas da cosmovisão das comunidades originárias do Brasil
3. O feminino nas comunidades tradicionais brasileiras: valorização e protagonismo nas culturas afro e indígenas
4. Genealogia do patriarcado
5. A mulher, a bruxa e o fogo gerador: uma análise do feminino da perseguição à potência criadora

Segunda parte - Justiça Restaurativa na contempo raneidade
6. Aproximações conceituais
7. Antecedentes históricos das consideradas práticas restaurativas

Terceira parte - Justiça Restaurativa: o futuro é feminino
8. Fundamentos filosóficos das práticas restaurativas: mudança radical de paradigma como retorno às raízes; pensamento rizomático e arquipélago
9. O feminino ancestral como referência: circularidades restaurativas
10. O feminino e a origem comum da diversidade humana e da sustentabilidade: integração como re-existência coletiva
11. A invenção colonial do gênero
12. O feminino como princípio de relacionalidade

Quarta parte - Justiça Restaurativa: interdisciplinaridade, produção partilhada do conhecimento, o feminino e processos dialógicos
13. Práticas restaurativas, interdisciplinaridade e produção partilhada do conhecimento
14. O feminino e a relação dialógica: uma análise interdisciplinar das interfaces entre gênero e comunicação e sua contribuição para a promoção e sustentação da Cultura Generativa

Quinta parte - Experiências e vivências práticas: a Cultura Generativa em ato
15. Manifesto por um ecossistema restaurativo e o feminino como princípio relacional, linguagem mediadora e restaurativa e o Princípio do Não Saber
16. Mediação Transformativa, Circular-Narrativa, Processos Circulares Restaurativos: a transformação do conflito para além do acordo, rumo à transformação relacional e social
17. Da Ética à Experiência: os casos institucionais como expressões do ecossistema restaurativo
18. Implantação da Mediação e práticas restaurativas em Instituições Públicas
19. Implantação da Mediação e práticas restaurativas nas Instituições Privadas, Corporativas e Organizações do Terceiro Setor
20. Programa de Implantação da Mediação e da Justiça Restaurativa no Instituto Sophia Vercelli: linguagem, inclusão e construção de uma Cultura Generativa
21. Círculos Restaurativos na Aldeia Boe Bororo: pesquisa viva, cultura generativa e o feminino como princípio de transformação



Para acessar as informações desta seção, Faça o login.