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Infâncias outras re-existentes
Reafirmando sua outra infância humana



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Sinopse

Infâncias Outras Re-existentes é um chamado a reconhecer a pluralidade de modos de ser criança e a força histórica daqueles que resistiram a ser reduzidos ao silêncio. Miguel G. Arroyo nos interpela a ver nessas infâncias não a ausência de humanidade, mas sua potência afirmativa. A obra rompe com a ideia de um modelo único de infância e de pedagogia, denunciando exclusões que persistem em nossa sociedade. Mais do que análise, o livro é um convite ético e político: olhar para as infâncias outras como sujeitos de direitos, de fala, de memória, de resistência. Ao trazê-las para o centro da reflexão pedagógica, o autor amplia os caminhos da educação, instiga novas perguntas e fortalece a luta por uma história mais plural, justa e humana.

Metadado adicionado por Editora Vozes em 19/01/2026

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Metadados adicionados: 19/01/2026
Última alteração: 01/02/2026

Autores e Biografia

Arroyo, Miguel G. (Autor) - Miguel Arroyo é doutor em Educação pela Stanford University e pós-doutor pela Universidade Complutense de Madri. Professor titular emérito da Faculdade de Educação da UFMG. Doutor Honoris Causa da Universidade Federal Fluminense. Foi secretário adjunto de Educação da Prefeitura de Belo Horizonte. Publicou pela Editora Vozes os livros: • Ofício de mestre: imagens e autoimagens (2000) • Imagens quebradas: trajetórias e tempos de alunos e mestres (2004) • Currículo, território em disputa (2011) • Outros sujeitos, outras pedagogias (2012) • Passageiros da noite: do trabalho para a EJA – Itinerários pelo direito a uma vida justa (2017) • Vidas ameaçadas: exigências respostas éticas da Educação e da Docência (2019) • Vidas Re-Existentes: afirmando sua Outra Humanidade na história (2023) Organizador de: • Da escola carente à escola possível (Edições Loyola, 1986) Coorganizador de • Corpo-infância – Exercícios tensos de ser criança (Editora Vozes, 2012) • Trabalho-infância: Exercícios tensos de ser criança (Editora Vozes, 2015).

Sumário

Sumário
Apresentação – Reconhecer outra infância humana na história: que interpelações?, 13
1 – Infâncias Outras resistentes ao paradigma hegemônico de infância, 31
1.1 A infância: uma produção natural ou uma produção social, política?, 31
1.2 Paradigma único de infância. A infância é um campo em disputa?, 34
1.3 Um paradigma dual de infância reforçado e reforçante do paradigma
dual de humano, 39
1.4 Um paradigma dual de maturidade-imaturidade, segregador das
Infâncias Outras, 43
2 – A que estruturas desumanizantes resistem, 48
2.1 Os outros, as diferenças, o outro do humano único e de infância
humana única?, 48
2.2 As Infâncias Outras vítimas do paradigma único, hegemônico de
humano e de infância humana, 52
2.3 Infância um tempo pré-humano? Inumano?, 57
2.4 Infâncias Outras indígenas, negras, menores em humanidade?, 61
2.5 Os necropoderes decretam vidas negras não vivíveis, 66
2.6 A Pedagogia na função de acompanhar infâncias nas experiências de
afirmação-formação humana, 71
3 – Infâncias Outras educáveis? Humanizáveis?, 77
3.1 Infâncias Outras ainda em estado de natureza, não de humanidade?, 77
3.2 As Infâncias Outras humanizáveis? Educáveis?, 82
3.3 O paradigma dual, abissal de humano e de infância determina uma
história dual de educação, 86
3.4 Uma história da educação que reforça o decretar as Infâncias Outras na
imaturidade humana, 91
3.5 Infâncias Outras e suas mães outras resistentes a ser decretadas em estado
de inumanidade, 96
4 – Infâncias Outras afirmantes de sua outra infância humana, 103
4.1 Infâncias Outras sujeitos de direito a uma educação humana?, 103
4.2 Que dialética humanizadora afirmam as Infâncias Outras?, 107
4.3 Reconhecer a infância como um tempo humano, valorizar e reinventar a
humana docência, 111
4.4 Outra história de resistências das Infâncias Outras e das mulheres-mães
outras que exige reconhecimento, 114
5 – Que dimensões humanas afirmam as Infâncias Outras?, 121
5.1 Infâncias Outras na impotência? Potentes afirmando sua infância humana, 121
5.2 Infâncias-adolescências outras sujeitos de ser, resistir afirmativo humano, 127
5.3 Que potencial humano as Infâncias Outras põem em ação?, 132
5.4 Que outra dialética política com que as outras infâncias afirmam sua
outra infância humana?, 137
5.5 A tarefa humanista das infâncias oprimidas: recuperar sua
humanidade, recriá-la, 141
6 – Infâncias Outras resistentes ao paradigma hegemônico de
moralidade humana, 146
6.1 Um padrão político-pedagógico-segregador de moralidade, 146
6.2 Infâncias Outras decretadas em estado de natureza, de imoralidade?, 149
6.3 O governo moral se legitima em decretar as Infâncias Outras em estado
de inumanidade, imoralidade, 155
7 – Infâncias Outras reprovadas como menores em moralidade, 159
7.1 Infâncias Outras reprovadas como menores em moralidade, em
racionalidade, em humanidade?, 159
7.2 Educação moralizadora de Infâncias Outras sem moralidade,
sem humanidade?, 163
7.3 Que medidas socioeducativas moralizantes das outras
infâncias-adolescências?, 168
7.4 As Infâncias Outras sujeitos de educação moral, 173
8 – Corpos de Infâncias Outras sem moralidade, sem humanidade, 178
8.1 Os corpos-infâncias outros: viáveis de formação humana? Educáveis
em formas humanas?, 178
8.2 Instituições moralizadoras dos corpos-infâncias outros sem moralidade, 181
8.3 Corpos infância: que identidades humanas corpóreas afirmam?, 186
8.4 Fortalecer o ler-se, saber-se das Infâncias Outras nas vivências de
seus corpos, 192
8.5 Infâncias Outras, pequenos corpos amparados pela ternura e os
sentimentos maternos, 196
9 – Corpos de trabalho-infância afirmando-se humanos, 202
9.1 Instituições moralizadoras dos corpos de trabalho-infância, 202
9.2 Trabalho-infância para tornar as Infâncias Outras úteis a si e à nação, 206
9.3 Trabalho infantil, matriz de valorização social? De tornar digna a pobreza?, 210
9.4 Corpos outros de trabalho-infância que interrogam os
humanismos pedagógicos, 215
9.5 Outra história de infâncias resistentes que têm de fazer tudo para
seus irmãos, 218
10 – Infâncias resistentes aos espaços de seu sobreviver, 225
10.1 Os espaços que habitam referentes das identidades dessas infâncias
como outras, 225
10.2 Infâncias Outras resistentes aos espaços de um desumano sobreviver, 229
10.3 Lutas por tempos, espaços de proteção da vida das Infâncias Outras e
de suas mães outras, 235
11 – Infância: um tempo humano politizado, 241
11.1 A infância um tempo humano politizado, 241
11.2 Infâncias-adolescências outras e suas identidades-subjetividades
destruídas, 245
11.3 As resistências por vida politizam a infância, politizam a vida, 250
11.4 Resistências das mulheres-mães e de suas infâncias por direitos políticos
ao cuidado da vida, 256
11.5 As mulheres-mães em lutas por justiça, por direitos de justiça para si e
suas infâncias, 261
12 – Infâncias Outras: sujeitos de identidades culturais resistentes, 267
12.1 Infâncias Outras, atoladas no estado de natureza, de incultura?, 267
12.2 As Infâncias Outras: sujeitos de identidades culturais outras, 272
12.3 Que identidades culturais reconhecer, fortalecer nas Infâncias Outras?, 276
12.4 Fortalecer os tensos processos de cultivo de suas identidades
culturais outras, 280
12.5 Identidades culturais aprendidas com seus coletivos resistentes, 284
13 – Infâncias falantes nomeando-se humanas, 291
13.1 Infâncias Outras submetidas a silenciamentos desumanizantes, 291
13.2 Infâncias Outras: in-fans, não capazes de fala – não humanos?, 295
13.3 A expropriação da fala: matriz política desumanizante, 299
13.4 Os outros e suas Infâncias Outras, síntese de uma experiência muda?
Sem fala?, 303
13.5 Infâncias Outras decretadas sem nome. Resistentes,
nomeando-se humanos, 307
13.6 Infância esperança, promessa de futuro! Para que infâncias?, 314
14 – Infâncias Outras: sujeitos de éticas resistentes, 320
14.1 Tensões de identidades de infâncias filhas de mulheres-mães
éticas, resistentes, 320
14.2 As Infâncias Outras sujeitos afirmantes de éticas resistentes, 323
14.3 Infâncias indígenas, negras, quilombolas afirmantes de suas
identidades éticas, 333
14.4 As mães e suas Infâncias Outras reafirmam sua outra ética
de libertação, 338
14.5 Que éticas do cuidado das Infâncias Outras? Tensas políticas, éticas em
nossa história?, 343
14.6 A ética do cuidado materno, síntese de tensões éticas, políticas, 351
15 – As Infâncias Outras resistentes nas artes e na literatura, 355
15.1 As vivências das Infâncias Outras: uma história de tensões identitárias, 355
15.2 As artes infantis: território de resistências identitárias das
Infâncias Outras?, 361
15.3 O realismo trágico da nossa literatura denuncia o trágico sobreviver das
Infâncias Outras, 366
15.4 A literatura clássica denuncia o trágico sobreviver das
Infâncias Outras, 373
15.5 Infâncias Outras sujeitos de sua outra literatura infantil, 376
15.6 Outras vivências das Infâncias Outras, literaturas infantis outras, 382
16 – Infâncias Outras resistentes: sujeitos de outras artes infantis, 386
16.1 Novas infâncias afirmativas de outras infâncias, novas artes
infantis afirmativas?, 386
16.2 Tensas disputas políticas por outras artes infantis, 389
16.3 Infâncias Outras, resistentes sujeitos de outras culturas,
literaturas infantis, 398
16.4 Que valores as Infâncias Outras afirmam nas suas artes infantis?, 402
16.5 O direito das Infâncias Outras a saber-se, a ler-se no seu viver, 407
17 – Infâncias Outras e suas mães outras: resistentes afirmantes de outra
história de sua humanização, 414
17.1 Infâncias Outras decretadas à margem da história de humanização, 414
17.2 Outra história da educação das outras infâncias e de suas mães outras, 417
17.3 As histórias das Infâncias Outras e de suas mães outras,
reforçadas, reforçando-se, 426
Referências, 433



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