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Poesia, poesia brasileira, poesia escrita por mulheres, humor, melancolia, ironia, distância, Buenos Aires, Argentina, cidade, urbano, estrangeira, exílio, espanhol, miopia, cegueira, amor, autoironia, autodepreciação


Sinopse

Novo livro de uma das vozes mais instigantes da poesia brasileira contemporânea, autora dos elogiados Relógio de pulso e Preocupações.

As cenas descritas nos poemas de Ana Guadalupe surgem como paisagens emolduradas pela janela do ônibus, embaçadas ou distorcidas pelo movimento, e servem para lembrar que a vida imaginada pouco ou nada tem a ver com a vida que se leva: “a única condição/ para que esta cidade exista/ é que você não insista”.
A miopia, aqui, é ao mesmo tempo lente e metáfora. É por meio dela que a poeta descreve o que vê, entre confusões, estranhamentos e falsos cognatos, como se ser estrangeira fosse uma condição permanente. “se o olho é capaz/ de confundir o feixe/ de luz// imagine o que mais/ o corpo pode tramar/ contra nós”, escreve Ana, mostrando que em seus poemas a falha da visão ganha um sentido mais profundo.
Com humor inquieto e mordaz, sua poesia explora neuroses, ansiedades, paranoias e angústias, mas trata também de paixão e desejo, com ar melancólico e por vezes insólito.

Metadado adicionado por Companhia das Letras em 12/05/2026

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Metadados adicionados: 12/05/2026
Última alteração: 20/05/2026

Autores e Biografia

Guadalupe, Ana (Autor) , Farkas, Kiko (Capista)

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