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Livro Impresso

Caos controlado
A tensão entre controle técnico e liberdade criativa em “mistérios e paixões” e “cidade de deus”



cinema, história e critica, produção e direção, crítica cinematográfica, línguas e linguagem


Sinopse

Entre outras coisas, este livro discute os efeitos de acomodação e de estranhamento na experiência do cinema, e sua inclinação para a segunda alternativa já está indicada na escolha dos objetos. Quem viu filmes de David Cronenberg e de Fernando Meirelles não deixa de estranhar: o que têm a ver Naked Lunch e Cidade de Deus, à primeira vista tão díspares? José Carlos Felix mostra que os contrastes evidentes entre as adaptações dos romances de William S. Burroughs e de Paulo Lins são menos relevantes para o ato crítico do que aquilo que têm em comum. A questão central são "possibilidades de expressões cinematográficas genuinamente capazes de romper, subverter e contrariar a hegemonia do idioma tecnicamente controlado do cinema mainstream". Com a comparação entre os dois filmes, confirma-se a eficácia da indústria cultural: em ambos, de diferentes maneiras, a técnica artística acaba por converter-se em gerador de dispositivos formais com função meramente estilística, reduzindo-se assim a chance de oferecer ao espectador uma experiência estética efetivamente anticonvencional, que pusesse em xeque os padrões de representação aos quais está habituado, que – por consequência, supõe-se – pusesse em xeque determinada visão do mundo muito bem administrada nas mercadorias culturais.

Metadado adicionado por Editora Mercado de Letras em 14/01/2026

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Metadados adicionados: 14/01/2026
Última alteração: 14/01/2026

Autores e Biografia

Felix, José Carlos (Autor) - Possui graduação em Letras pela Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (1998), mestrado em Letras (Inglês e Literatura Correspondente) pela Universidade Federal de Santa Catarina (2004) e doutorado em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas (2013). Atualmente é professor Titular da Universidade do Estado da Bahia. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literaturas de Língua Inglesa, atuando principalmente nos seguintes temas: literatura de língua inglesa, cinema, adaptação cinematográfica e crítica cultural. É co-líder do Desleituras: grupo de estudo, pesquisa e extensão em leitura, tradução e adaptação, que se ocupa de práticas de leitura e escrita constituídas na contemporaneidade, enfocando processos, produtos e atores de textos multi e transmodais. Endereço eletrônico: [email protected]

Sumário

Sumário

Prefácio
UM TRABALHO DO OLHAR. 9
Danielle Corpas

INTRODUÇÃO. 11

capítulo 1
A SINTAXE CINEMATOGRÁFICA E O ESTABELECIMENTO
DA LINGUAGEM DO CINEMA NARRATIVO NA FORMAÇÃO
DO OLHAR DO ESPECTADOR. 21

capítulo 2
ESTÁVEL, PORÉM NUNCA ESTÁTICO: PRINCÍPIOS
DE AJUSTES E MODIFICAÇÕES NAS CONVENÇÕES
FÍLMICAS DO CINEMA NARRATIVO. 55

capítulo 3
DA DIALÉTICA DA INTOXICAÇÃO EM
MISTÉRIOS E PAIXÕES. 85

capítulo 4
REALISMO E A DIALÉTICA DA VIOLÊNCIA EM CIDADE DE DEUS . 129

CONSIDERAÇÕES FINAIS . 287

REFERÊNCIAS. 317

FILMES CITADOS. 331



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