Precisa de ajuda?

+ 55 11 5420-1808
[email protected]

Livro Impresso

H(a) céu aberto, singularidades quaisquer



dialética, lacan, jacques, língua e linguagem, psicanálise, significado e significante


Sinopse

Sob tempestade, algo da palavra se descola do grito e se arrisca ao endereçamento. Não como promessa de pacificação, mas como efeito de uma passagem — sempre precária — do isolamento à cena do outro. Este livro nasce dessa passagem. Resultado do encontro do Outrarte realizado em Minas Gerais, entre a Universidade Federal de Minas Gerais e o Museu Inhotim, ele se inscreve no pós-tempestade não como retorno à bonança, mas como abertura: h(a) céu aberto.
O sintagma não designa um horizonte estável nem um espaço comum garantido. Ao contrário, indica a impossibilidade de um céu unívoco, totalizante, e afirma a abertura como condição lógica para a inscrição de singularidades quaisquer. Singularidades não-todas, atravessadas por cesuras, para as quais o laço não se organiza por predicação, identidade ou pertencimento assegurado, mas por encontros contingentes, disparidades e falhas de composição. Aqui, o comum não precede o singular: emerge — quando emerge — do trabalho do laço.
A imagem do céu atravessa os textos reunidos neste volume como operador clínico, ético e estético. Do céu freudiano, cuja imagem não se oferece à leitura sem rasgo, ao céu constelado das identificações dispersas; do céu pascaliano, aberto a um conhecimento que se quer fechado, às costas do céu evocadas pelas cosmologias ameríndias; do céu do delírio, da alucinação e da criação ao céu excessivamente esclarecido da ciência moderna. Em todas essas inflexões, o céu não funciona como metáfora pacificada, mas como campo de forças, lugar de inscrição do inconsciente e de seus modos heterogêneos de funcionamento.

Metadado adicionado por Editora Mercado de Letras em 24/04/2026

Encontrou alguma informação errada?

ISBN relacionados

--


Metadados adicionados: 24/04/2026
Última alteração: 24/04/2026

Autores e Biografia

Leite, Cláudia Aparecida de Oliveira (Organizador) - – Docente do Departamento de Psicologia da UEMG/Divinópolis. Psicanalista, membro do Parlêtre: psicanálise, pesquisa e transmissão. Membro do Centro de Pesquisa Outrarte (IEL/UNICAMP).; Azenha, Conceição Aparecida Costa (Organizador) - – Psicanalista, Doutora em Linguística pelo Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde atualmente é uma das coordenadoras do Centro de Pesquisa Outrarte: psicanálise entre ciência e arte (IEL/Unicamp). Graduada em Psicologia (Unimep). Atuou como docente na Unimep e Unisal (graduação e pós-graduação). Atualmente é docente no Instituto Mnemosine (Piracicaba).; Massara, Guilherme (Organizador) - – Psicanalista e Prof. Associado do Departamento de Psicologia da UFMG. Membro da ISSP - International Society of Psychoanalysis and Philosophy; membro do grupo Outrarte. Coordenador do NUPAC - Núcleo de Psicanálise, Arte e Clínica da UFMG. Atualmente Professor-residente do IEAT - Instituto de Estudos Avançados Interdisciplinares da UFMG.; Leite, Nina Virginia de Araújo (Organizador) - – Psicanalista. Professora Titular IEL/Unicamp. Membro fundadora do Centro de Pesquisa Outrarte: psicanálise entre ciência e arte (IEL/Unicamp). Coordenadora da Coleção Terramar, Editora Mercado de Letras. Coordenadora da Coleção Litorais da Psicanálise, Editora da Unicamp. Suely Aires – Psicanalista. Mestre e doutora em Filosofia (Unicamp). Professora do Instituto de Psicologia/UFBA. Membro fundadora do Centro de Pesquisa Outrarte: psicanálise entre ciência e arte (IEL/Unicamp). Membro do Colégio de Psicanálise da Bahia e do GT de Filosofia e Psicanálise (ANPOF). Coordenadora do Grupo de Pesquisa “Hiato: psicanálise, clínica e política” (CNPq). E-mail: [email protected].

Sumário

SUMÁRIO
Apresentação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9

Comunidades não predicativas de singularidades quais-quer
Vergar a evidência: a fechadura e o algoritmo de sua chave. . . 17
Angela Vorcaro

Fila, grupo, procissão, profissão –
que lugar para a comunidade analítica?. . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
Kaio Fidelis

Acontecimentos em transmissão no Seminário de Arquivo
e Testemunho: o que pode uma sala de aula enquanto
comunidade de singularidades quaisquer?. . . . . . . . . . . . . . . . 43
Larissa Neubarth e Ricardo Giacomoni

O sexo como equívoco entre o corpo e a linguagem. . . . . . . . 57
Lucas Palma
H(a) céu aberto, escritas, imagens e espectralidades

Geometria d/n/o céu. Um conceito artístico intempestivo. . . . 69
Stéphane Huchet

Uma operação entre fios: memória, ficção, testemunho. . . . . . 81
Suely Aires
Um animal autobiográfico a céu aberto, uma

singularidade insubstituível pelo conceito. . . . . . . . . . . . . . . . 91
Flávia Trocoli

Ler com o rodapé. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109
Aline Accioly

O Aberto: clandestino feminino de ninguém. . . . . . . . . . . . . 123
Lucia Castello Branco
Entre cena fulgor e escrita-fulgor: implicações
para uma transmissão da clínica psicanalítica. . . . . . . . . . . . . 135
Daniela Lima de Almeida

Devaneio e alucinação, em Marguerite Duras. . . . . . . . . . . . 151

Valéria Rilho e Daniela Sheinkman
Espectros de Max e a presença do poeta. . . . . . . . . . . . . . . . . 167
Marcela Maria Azevedo

Ler vestígios em “O Barco” de Grada Kilomba. . . . . . . . . . . . 181
Tainá Pinto
Da associação livre à livre expressão: um novo
olhar sobre a práxis de Nise da Silveira. . . . . . . . . . . . . . . . . 197
Alana Araujo Corrêa Simões
Função e canto da fala e das linguagens em arte e psicanálise

O espectador intermitente: da janela de Lacan
à voz de Nina Simone. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 215
Luísa Costa e Guilherme Massara Rocha

Equívoco (h)a céu aberto: o corte e o vazio. . . . . . . . . . . . . . 231
Glória Carvalho

Força estranha: voz, corpo, passagem, desejo. . . . . . . . . . . . 245
Patrícia Leme

Alguns acordes na composição de uma clínica nodal. . . . . . . 257
Gesianni Amaral Gonçalves, Cláudia Ferreira Melo Rodrigues,
Helena de Almeida Cardoso Caversan e Vanessa Ayres Tibiriçá
Vociferarte: as vociferações na arte –

Um relato mediador de autoimplicação. . . . . . . . . . . . . . . . . 275
Diogo de Moraes Silva
Com Freud, o trabalho da imagem no sonho e na análise

Garganta a céu aberto: o gosto de ar livre da mulher. . . . . . . 295
Maria Leticia de Oliveira Reis
Decantar sonhos, formular poemas:

Freud e o re-verso do sonho. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 307
Cláudia Aparecida de Oliveira Leite

Minha Gradiva: uma lembrança descobridora
de bons destinos de prazer. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 321
Sílvia Nogueira de Carvalho

Sobre os autores. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 335



Para acessar as informações desta seção, Faça o login.